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dezembro24

Lácteos: preço do leite estável no mercado internacional

O aumento da demanda por lácteos em países emergentes, sobretudo na China, e o crescimento moderado da produção nas principais regiões fornecedoras do mundo estão sustentando os preços do leite no mercado internacional, afirmou o Valor Econômico em matéria publicada. 
 

Segundo analistas, as cotações devem permanecer elevadas no próximo ano, devido à manutenção do consumo. 

 

A perspectiva de que o dólar permaneça valorizado em relação ao real deverá inibir as importações de lácteos pelo Brasil, viabilizando exportações pontuais de leite em pó.

 

Levantamento do USDA aponta que os preços do leite em pó integral na Oceania estão em alta praticamente desde o início do ano, contudo, os dados do último Leilão gDT realizado no dia 17 (acesse aqui), mostram que as cotações tiveram uma queda de 1,5% em relação ao pregão anterior (dia 3) e ficaram em US$ 4.958 por tonelada.

 

De acordo com o USDA, as importações de leite em pó integral e desnatado da China deverão alcançar 535 e 215 mil toneladas este ano, respectivamente, que representará um aumento de 32 e 28% com relação a 2012. 

 

Theo Spierings, CEO da cooperativa neozelandesa Fonterra, disse que a forte demanda deve sustentar os preços internacionais nos próximos nove a 12 meses, contudo, o ritmo de alta deverá diminuir, pois valorizações muito grandes motivam uma substituição por outros produtos.

 

Marcelo Carvalho, diretor executivo da AgriPoint e analista do MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, diz que a seca afetou a produção de leite na Nova Zelândia, onde o rebanho é criado a pasto, no primeiro semestre deste ano. Agora, a produção está em seu pico no país, mas os preços seguem firmes por causa da demanda. A produção em outras regiões do mundo também avança, mas não muito. “Na Argentina, a produção está estagnada, a Europa não avança, nos EUA deve crescer só 1,5% e na Nova Zelândia, de 4% a 5%”, estima Carvalho.

 

Como reflexo das cotações elevadas no mercado internacional e da alta do dólar, os preços no Brasil ficaram mais competitivos. Conforme os cálculos de Carvalho, o leite importado chegaria ao Brasil pelo equivalente a R$ 1,40 por litro, considerando um câmbio de R$ 2,30 e a tonelada a US$ 4.900 por tonelada. Enquanto isso a matéria-prima no Brasil está em R$ 1,00 por litro. “Já compensa exportar”, observa.

 

O diretor do Laticínio Jussara, Laércio Barbosa, disse que os volumes importados não diminuíram significativamente com o aumento dos custos. Segundo o Cepea, as importações de lácteos apresentaram uma queda de 13,5% até novembro em comparação com o mesmo intervalo de 2012, somando 983,8 milhões de litros em equivalente de leite. 

 

Para o analista do MilkPoint, os preços internacionais deverão passar por um ajuste para baixo no segundo semestre de 2014, já que as cotações mais elevadas registradas recentemente tendem a estimular a produção, ampliando a oferta. Não é possível, porém, estimar o tamanho da queda, dada a volatilidade que esse mercado enfrenta nos últimos anos.

 

Conforme informou o Valor, o consumo chinês e a recente decisão do governo deste país de afrouxar a política de filho único explicam o comportamento dos preços significam uma demanda ainda maior nos próximos anos para lácteos. Há consenso entre analistas de mercado e profissionais do setor, como Theo Spierings, da Fonterra, e Paul Bulcke, CEO da Nestlé, de que esta decisão gerará impacto positivo no segmento de lácteos nos próximos anos, uma vez que significa geração de novos consumidores.

 

As informações são do Valor Econômico, com dados do MilkPoint, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Acesse aqui a matéria na íntegra.

 

 

 

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