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setembro28

Mercado: Milho valorizado

Em meio à forte oscilação do câmbio, a semana foi extremamente positiva aos preços do milho no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, a praça de Luís Eduardo Magalhães (BA) foi a que registrou maior valorização, uma vez que os preços subiram 25% e saca do cereal encerrou a sexta-feira (25) cotada a R$ 30,00. As cotações também subiram na região de São Gabriel do Oeste (MS), ao redor de 17,50%, com a saca negociada a R$ 23,50. 

Em Ubiratã e Londrina, ambas praças do Paraná, a valorização semanal foi de 12,61% e saca fechou o dia a R$ 25,00. O valor é o mesmo para Cascavel, também no estado paranaense, mas o ganho foi de 11,11%. Em Jataí (GO), a alta foi de 8,70%, com a saca a R$ 25,00. Em Não-me-toque (RS), a saca do cereal finalizou a semana a R$ 26,50, com ganho de 8,16%. Nas regiões de Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra, em Mato Grosso, a saca fechou a semana a R$ 18,50 e alta de 5,71%. 

As cotações também subiram nos portos do país ao longo dessa semana. Em Santos, a valorização foi de 8,57%, com a saca a R$ 38,00. Enquanto isso, no terminal de Paranaguá, a alta foi de 1,52% e a saca para entrega em outubro/15 cotada a R$ 33,50. Durante a semana, as cotações chegaram aos R$ 39,00 para entrega novembro/15 no porto do Paraná. 

 Enquanto isso, o dólar finalizou a sessão de hoje negociado a R$ 3,9757 na venda, com queda de 0,39%. De acordo com dados da agência Reuters, a atuação do Banco Central acabou interrompendo uma onda de pânico que assolou o mercado. Na semana, a moeda norte-americana subiu 0,44%, depois de ter alcançado máximas históricas nos últimos dias. 

Apesar da alta nos preços, os analistas explicam que os negócios foram realizados de maneira bastante pontual. Isso porque, diante da recente valorização do dólar tanto os compradores como os vendedores ficaram mais cautelosos nos negócios. Para a safrinha de 2015, a perspectiva é que pelo menos 60% da produção já tenha sido comprometida. 

Além disso, os produtores também realizaram alguns negócios para a safrinha de 2016. Segundo dados do Cepea, com a alta da moeda norte-americana os produtores brasileiros anteciparam o fechamento de contratos a termo principalmente para exportação, tanto da safra atual quanto da safrinha do próximo ano. E as cotações acumulam elevação expressiva desde agosto. Referente à região de Campinas (SP), o Indicador Esalq subiu 15,8% em setembro, a R$ 32,62/saca de 60 kg no dia 24. 

Paralelamente, o câmbio fortalecido tem contribuído para a competitividade do produto brasileiro no cenário internacional. “Com isso, podemos chegar ao final de 2015 com os embarques próximos das 27 milhões de toneladas de milho”, disse Anderson Galvão, analista de mercado da Céleres Consultoria. Até a terceira semana de setembro, as exportações somaram 1.661,5 milhão de toneladas, com média diária de 127,8 mil toneladas. 

No acumulado de 2015, as exportações brasileiras de milho ultrapassam os 8,87 milhões de toneladas, conforme dados reportados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior). E a expectativa é que os embarques do cereal ganhem ritmo a partir de outubro, o que deve durar até o final do ano.

 

Fonte: Notícias Agrícolas
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