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agosto15

Poder de compra do produtor de leite aumentou nos primeiros seis meses de 2014

O poder de compra do produtor de leite aumentou nos primeiros seis meses de 2014, em comparação a igual período do ano passado, nos sete principais estados produtores do país. É o que mostra levantamento do boletim Ativos da Pecuária de Leite, elaborado pela Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).



Mesmo assim, o primeiro semestre de 2014 não foi tão bom quanto os últimos seis meses do ano passado. De toda forma, ainda possibilitou ganhos ao produtor na compra de concentrado. A melhor relação de troca para o pecuarista leiteiro, segundo o estudo do Cepea/CNA, ocorreu em Santa Catarina. Naquele estado, na média do primeiro semestre do ano, foi necessário 0,93 litro de leite por quilo de concentrado.



Já em São Paulo, o produtor necessitou de 1,28 litros de leite para comprar quantidade semelhante de concentrado. O levantamento engloba os estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Houve elevação de 5,5% – cinco centavos por litro – no preço líquido do leite pago ao produtor, sem a inclusão do custo do frete e dos impostos nos sete estados pesquisados, de acordo com o estudo Cepea/CNA.



Esse bom desempenho aconteceu mesmo levando em conta a alta dos custos de produção para o pecuarista leiteiro, 2,72% referentes ao Custo Operacional Efetivo (COE). O COE indica os gastos correntes do pecuarista em sua propriedade. Já o Custo Operacional Total (COT) – composto pelo COE mais a depreciação e o pró-labore da atividade – teve alta de 2,66% no primeiro semestre deste ano.



Mais eficiência, custo maior – A pecuária leiteira no Brasil apresentou grau elevado de desempenho nos últimos anos. Os dados mostram que a produção de leite aumentou, em média, 5,9% entre 2007 e 2012. E a produtividade por animal quase dobrou – média de 3,62% ano, no mesmo período. Já o número de vacas ordenhadas caiu para 1,99% ao ano. 



Entre 2010 e 2014, nas propriedades típicas dos pecuaristas em Goiás, por meio de painéis, o estudo Cepea/CNA observou melhora significativa na eficiência do sistema produtivo (indicadores técnicos), permitindo maior retorno por Real investido (indicadores econômicos). Mas os custos de produção também cresceram nos últimos cinco anos. Houve redução média de 21% no tamanho da área utilizada nas propriedades voltadas para a produção leiteira.




As informações são da CNA.

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