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julho04

Preços agrícolas deverão seguir estáveis, mas FAO aponta riscos

Os preços dos produtos agrícolas vão permanecer estáveis em preços reais, mas há riscos de um choque de alta, durante os próximos dez anos, avalia a FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, em relatório sobre as perspectivas 2016-2025 para o setor no mundo. O diretor da divisão de comércio e mercados da FAO, Ben-Belhassen Boubaker, disse que essa estagnação nos preços se explica pelo equilíbrio entre crescimento da produção e da demanda. 

“Há ganhos de eficiência da produção e um crescimento limitado da demanda”, afirmou Boubaker, ressaltando, porém, que incertezas ligadas ao clima, mudanças de políticas, conflitos, preço do petróleo, podem alterar toda a situação. “Vemos que há uma grande possibilidade de um choque durante os próximos anos, e isso pode afetar os preços para cima e perturbar os mercados”, acrescentou.

A entidade chegou a essa conclusão também ao examinar acontecimentos que ocorreram nos últimos dez anos, e o que pode acontecer na próxima década se eles se repetirem. Uma incerteza forte é em relação às adversidades climáticas, que estão aumentando em frequência e intensidade. Além disso, as exportações agrícolas serão fortemente concentradas num número reduzido de países, o que também amplia riscos de turbulências nos mercados.

Para Boubaker, o crescimento da oferta será principalmente impulsionado pela produtividade. A melhora no rendimento das colheitas de soja, milho, e outros, deverá assegurar 80% do aumento da produção. A área das culturas e as superfícies ocupadas por rebanhos vão mudar pouco.

O aumento da área de cultivo ocorrerá basicamente na América Latina e na África subsaariana. Boubaker alertou para a intensificação da produção, para que seja duradoura e com menos uso de insumos. A demanda também vai crescer, igualmente em menor intensidade, devido à desaceleração do avanço da população e do modesto crescimento global. Boubaker citou ainda uma “saturação progressiva do consumo, especialmente nas economias emergentes”. Segundo a FAO, a busca por carnes,pescado e lácteos vai crescer nos próximos dez anos em relação a produtos básicos, como trigo e arroz. E isso vai levar a uma demanda maior por grãos para ração para animais de corte.

A entidade estima ainda que a demanda por produtos agrícolas destinados à fabricação de biocombustíveis vá estagnar, por causa da baixa do preço da energia e pela adoção de políticas mais moderadas nesse segmento em vários países.

Diante do desenvolvimento mais lento dos mercados agrícolas, o ritmo de expansão do comércio mundial deve perder força. Por outro lado, as regiões e países pobres em recursos naturais deverão aumentar suas importações de alimentos. 

As informações são do Valor Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint.

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